Não se pode dar um tempo. Nem a si, nem a ninguém.
Pelo simples fato de que o tempo é a única coisa de que não dispomos nessa vida.
O tempo não aceita senhores. O tempo não tem preconceito. É cruel e benévolo indistintamente.
O tempo, essa tela, esse plano de fundo onde a vida acontece, onde vamos pintando, dançando, criando, amando, sendo.
Na dança louca das horas vamos construindo sonhos. E desfazendo também.
Diante disso, não podemos viver em compasso de espera. É o maior risco que podemos correr.
Uma ampulheta imaginária desaconselha o tempo como meta.
Temos tendência a ser "o homem calendário" e com isso passamos a desconhecer a preciosidade dos minutos e suas frações.
Deixamos a felicidade para o verão... Enquanto isso perdemos o ritual de renovação da natureza nos outonos.
O espetáculo da existência é ininterrupto...
Enquanto se espera ser feliz, a felicidade vai se perdendo no caminho. E deixamos pra ser felizes "quando"... Quando na verdade deveríamos ser felizes já.
A felicidade precisa ser degustada, aos poucos, lentamente. Dia a dia, hora a hora. Principalmente pela sua efemeridade, fugacidade.
A construção de um sonho precisa ser artesanal.
A realização está no caminho. Não é concreta. Não se pode marcar um dia pra ser feliz. Não existe agenda.
Não vou programar a vida para me alertar no dia D...
Viver no gerúndio é proposta de felicidade infinita.
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode
dormir numa cama mais ou menos,
comer feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos,
e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode
olhar em volta e sentir que tudo está
mais ou menos.
Tudo bem.
O que a gente não pode
mesmo, nunca, de jeito nenhum,
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
e acreditar mais ou menos.
Se não a gente corre o risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos". - Chico Xavier
Morrer de amor é a melhor forma de permanecer vivo.
Começamos a impor escolhas aos “nossos” desde que começamos a articular qualquer frase com mais de duas palavras.
O Clássico “Ou ela (e) ou eu”.
Geralmente, no início, é direcionado aos nossos pais, numa tentativa egoísta de competição fraternal.
Nos primeiros ensaios de relações sociais, a(o) “amiguinha(o)” tende a ser a nossa primeira decepção. Quando percebemos que podemos perder o primeiro posto de companheiro insubstituível de alguém.
Aí, numa tentativa inútil, tentamos nos tornar não apenas melhores e grandes amigos, como também únicos.
Lembrem-se de que essa imposição só é aceitável até os 12 anos de idade. Depois disso, chama-se desespero.
Acabei de fazer uma constatação... Tem muita gente desesperada por aí. Rs.
E agora, mais tarde, o alvo do desespero é a vítima de uma paixão.
Quando se impõe a alguém, homem ou mulher, que se desfaça um triângulo (amoroso), dá-se um salto no vazio.
Quem tem dois afetos, tem porque quer o ser ideal, o amor perfeito, e o ser humano, pela sua própria essência de imperfeição, não consegue suprir essa carência.
E isso se agrava quando não decidimos quais aspectos nos interessam.
É muito frustrante. É muito infantil. E muito egoísta. É crescer, ser adulto e não ter capacidade de decisão.
Pior. É iludir-se.
O amor é egoísta. Quando se dá amor a todo mundo, não se dá amor a ninguém.
Mas, execrável mesmo, é quem se submete a esperar uma definição.
Eu não me recordo de ter visto jamais alguém decidir entre X ou Y no momento desta imposição.
Nesta conjectura, adota-se uma postura de ofendido e ofensor e a dúvida dá lugar ao orgulho, ao desespero, à coragem e ao medo.
Uma coisa eu asseguro, caso a relação transforme-se algum dia em bilateral, em muitos momentos você será uma escolha questionável.
Quando a sua imperfeição, como ser humano que é, vir a tona, você se transformará em arrependimento.
Porque o preço de ter aniquilado um dos lados é que você se torne para sempre perfeita (o), é que você se torne para sempre grata (o) e nunca mais volte a ser gente, assumindo o posto de ilusão.
O triângulo, por si só, é uma figura complexa, mística, impregnada de energia, pelo simples fato de tê-la se reciclando, aprisionada entre seus limites.
Talvez seja por isso que quem é expulso dessa figura, esteja pra sempre livre, e quem expulsa, torna-se alvo da sua própria traição
“Quero ver você não chorar...
Não olhar pra trás,
Nem se arrepender do que faz...”
Ciclos de diversão.
Ciclos de razão.
Ciclos de emoção...
E você também gira nessa roda louca
na qual a vida se transforma após o embarque
Lá do alto... Tudo parece tão pequeno e tão banal.
E tão mais perigoso também.
Aqui embaixo é mais seguro.
Mas a beleza é quase imperceptível.
Onde a felicidade mora,
não entra a cautela. Nem o medo.
E nem é tão difícil chegar.
Os erros fazem parte do espetáculo.
Os acertos também.
Conviver com os primeiros
requer muita prática...
E só uma grande quantidade de deslizes
torna o sucesso mais prazeroso.
Às vezes o tempo é muito cruel...
Não nos permite repensar...
Nem ensaiar. Nem hesitar.
E cada passo... Define todo o caminho.
Mas aí o próprio tempo
abre os braços e traz o mais poderoso
dos antídotos...
A chance de recomeçar.
Tenho medos grandes...
Medos pequenos são para os que não conseguem amar!!!
...
Tenho medo de ficar sem teu cheiro...
ou de não poder senti-lo mesmo tão perto.
Tenho medo de teus olhos mudarem de tom...
...mudarem de rumo...
de que os ventos da indiferença
os mudem de direção...
De algum dia eles não encontrarem paz em mim.
... Hoje acordei com medo ...
E tem que ter muita coragem para dizer algo assim.
Mas... para amar tem que se arriscar.
... para amar tem que saber que as coisas existem além de você.
... que você não e única bebida...
... a única comida...
...a única diversão.
Que suas palavras não são todas as músicas
... que seu sorriso não é a única paisagem.
... que nem só sua presença o faz tão feliz!!!
Ai como eu queria te-lo numa caixinha,
... como aquelas de música...
... perto dos meus olhos...
e dos meus sentidos.
Perto da minha noite
e sempre de refúgio quando eu acordasse de um sonho ruim.
Mas talvez a “distância” seja o que alimenta as emoções...
É preciso não ser um só para que se possa amar o outro!!!
E enquanto isso... “As flores crescem em nosso jardim...”
A gente complica porque quer...
esquece que aqueles conselhos que dispomos aos outros
também se aplicam a nossas próprias vidas
e esquece também que por trás de cada atitude
tem um turbilhão de emoções
Cada lagrima, cada sorriso, cada pensamento
nos somos feitos dessas pequenas porções
então como despreza-las???
e deixa de existir...
Seria tao mais fácil se pudéssemos agir sempre de forma razoável
se uma enciclopédia ou mapa astral estivesse sempre sinalizando qual caminho seguir
mas a vida é muito mais que trilhas certas
a vida e arriscar se perder e se encontrar
Nem sempre o caminho mais bonito é o que vai nos levar ao destino mais desejado
nem sempre os atalhos nos fazem chegar mais depressa
nem sempre chegar mais depressa garante ser mais feliz
as vezes ser mais feliz é observar as particularidades do caminho
e parar e observar... e se deixar encantar
O que torna a viagem cansativa... hoje são apenas pedras...
apenas pesos e obstáculos que dificultam o caminho
mas essas mesmas pedras de hoje
amanha podem tornar-se descanso para a jornada
abrigo para flores, elementos na paisagem,
porque por mais que elas se imponham,
a força para arrasta-las nunca há de acabar.
quer que o mundo se resolva por mágica.
Quer ser mãe... quer ser filha...
quer ser bonita, inteligente, decidida e amiga.
Tem dias que apenas uma pincelada de “blush” faz a diferença
tem dias que queremos mudar de casa, de cor
De nome e de profissão...
E quanta paciência e admiração eles devem ter...
... para realizar nossos desejos visíveis e
ainda imaginar os ocultos...
Dizer que estamos lindas sem causar insegurança
Achar que somos especiais sem parecer clichê.
Somos mesmo esta mistura entre o doce e o amargo
entre o colorido e o preto e branco!!!
E que traz todo esse charme que nossa existência tem.
Ser mulher é se perguntar
o que dizer, o que fazer, pra onde ir...
sem perder o encanto da indecisão!!!
É um que de delicadeza com força...
... de mistério com libertação.
E nunca sabemos onde a liberdade alcançar.
Compramos auto-estima em vitrines
e em compulsão...
Encontramos felicidade em casas de tortas
e em grandes coleções.
Queremos ter alguém ao nosso lado
que nos reconheça nos pequenos detalhes,
que apareça assim de repente,
traga beijos e abraços
e que nos presenteie com o dia.
" E tudo que fica pronto na vida... Foi construido antes... Na alma!!! "
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